(Gilberto Gil)
O seu amor
Ame-o e deixe-o livre para amar
Livre para amar
Livre para amar
O seu amor
Ame-o e deixe-o ir aonde quiser
Ir aonde quiser
Ir aonde quiser
O seu amor
Ame-o e deixe-o brincar
Ame-o e deixe-o correr
Ame-o e deixe-o cansar
Ame-o e deixe-o dormir em paz
O seu amor
Ame-o e deixe-o ser o que ele é
Ser o que ele é
Ser o que ele é
domingo, 8 de novembro de 2009
O amor é um pássaro livre...
O que comumente chamamos de amor, quando dizemos estar apaixonados, na maioria das vezes é mais uma manifestação de desejo e apego. Ainda vemos o objeto de nossa paixão como algo separado de nós, algo que desejamos possuir e do qual não podemos nos separar mais. O verdadeiro amor vai muito além, pois nele enxergamos o ser à nossa frente como uma manifestação da natureza perfeita de todas as coisas e somos capazes de reverenciá-lo e respeitá-lo, assim como o fazemos com tudo o mais que nos cerca. O verdadeiro amor passa antes de tudo pelo respeito à liberdade do ser amado. E liberdade não tem nada a ver com posse ou apego. Entretanto liberdade não significa leviandade, mas implica uma enorme responsabilidade. É um exercício diário de atenção plena... Viver e deixar viver... Amar e deixar amar... Inspirar e expirar... Carmen
Habanera
(Georges Bizet)
Quand je vous aimerai?
Ma foi, je ne sais pas,
Peut-être jamais,
peut-être demain.
Mais pas aujourd'hui, c'est certain.
L'amour est un oiseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser,
Et c'est bien en vain qu'on l'appelle,
S'il lui convient de refuser.
Rien n'y fait, menace ou prière,
L'un parle bien, l'autre se tait;
Et c'est l'autre que je préfère
Il n'a rien dit; mais il me plaît.
L'amour! L'amour! L'amour! L'amour!
L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
L'oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l'aile et s'envola;
L'amour est loin, tu peux l'attendre;
Tu ne l'attend plus, il est là!
Tout autour de toi vite, vite,
Il vient, s'en va, puis il revient!
Tu crois le tenir, il t'évite;
Tu crois l'éviter, il te tient!
L'amour, l'amour, l'amour, l'amour!
L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
(Georges Bizet)
Quand je vous aimerai?
Ma foi, je ne sais pas,
Peut-être jamais,
peut-être demain.
Mais pas aujourd'hui, c'est certain.
L'amour est un oiseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser,
Et c'est bien en vain qu'on l'appelle,
S'il lui convient de refuser.
Rien n'y fait, menace ou prière,
L'un parle bien, l'autre se tait;
Et c'est l'autre que je préfère
Il n'a rien dit; mais il me plaît.
L'amour! L'amour! L'amour! L'amour!
L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
L'oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l'aile et s'envola;
L'amour est loin, tu peux l'attendre;
Tu ne l'attend plus, il est là!
Tout autour de toi vite, vite,
Il vient, s'en va, puis il revient!
Tu crois le tenir, il t'évite;
Tu crois l'éviter, il te tient!
L'amour, l'amour, l'amour, l'amour!
L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Os mil braços da compaixão
Avalokiteshvara, em sânscrito Avalokiteśvara, "Aquele que enxerga os clamores do mundo", é o/a bodhisattva que representa a suprema compaixão de todos os Budas. Um ser bodhisattva é aquela criatura que está adiantada ou pronta para alcançar o estado de Buda, contudo faz voto de só alcançá-lo plenamente quando nenhum ser estiver mais no samsara, ou na roda de encarnações neste mundo.
No Tibete é conhecido como Chenrezig. Também apresenta-se sob a forma feminina na China, onde é conhecida como Kuan Yin ou Guan Yin, e no Japão, onde é chamada de Kannon ou Kanzeon Bosatsu.
A ligação entre Avalokiteshvara e o Buddha Amitaba é expressa por uma parábola que diz que o bodhisattva, ao ver o sofrimento nos infernos, fez o voto de só atingir a iluminação quando os esvaziasse. Amitaba então perguntou que castigo ele receberia se falhasse e Avalokiteshvara lhe respondeu que poderia lhe partir a cabeça ao meio se não o fizesse. Imediatamente, Avalokiteshvara começou a retirar os seres dos infernos e trabalhando incessantemente, conseguiu esvaziá-los. Porém, tão logo se apresentou a Amitaba, os infernos estavam repletos, pois apenas os humanos mortos eram suficientes para enchê-los. Amitaba então bateu em sua cabeça e ela se partiu, nascendo em seguida mais cabeças e mais braços, para que Avalokiteshvara pudesse ver e acudir o número imenso de seres presos nos infernos e no samsara. Essa pequena história retrata a compaixão providente dos budas, que mesmo diante de nossos compromissos mais estranhos - partir a cabeça, por exemplo - podem extrair benefício a todos. Encontra-se na iconografia budista imagens de Avalokiteshvara com mil braços e cabeças. Na palma de cada uma de suas mil mãos há um olho para que ele possa enxergar em todas as direções e não perca de vista nenhum ser em sofrimento.
(fonte: Wikipedia)
Neste magnífico balé, jovens chineses surdos-mudos interpretam com impressionante perfeição a dança de Avalokiteshvara de mil braços. Podemos perceber nessa plasticidade dos sentidos o que nos diz o Sutra do Coração "...e dessa maneira no vazio não há forma, não há sensações, não há discriminação e não há consciência. Não há olho, não há ouvido, náo há nariz, não há língua, não há corpo e não há mente. Não há cor, não há som, não há cheiro, não há gosto, não há tato e não há fenômenos. Nada existe desde o reino da visão até o reino da consciência...". O som independe da audição para ser captado. Pode ser ouvido com cada célula do corpo e, principalmente, com o coração. O mesmo se dá com todos os outros sentidos, pois todos brotam da mesma fonte, o vazio. Portanto, se são construídos, podemos brincar com eles, trocá-los de lugar. Podemos, por exemplo, fechar os olhos e escutar a paisagem. Experimentem! E inventem outros exercícios também. Depois me contem aqui!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Toda pérola começa como um grão de areia...
Para que uma pérola exista, é necessário que uma ostra seja invadida por um grão de areia, que fere sua carne até que ela o paralise com uma substância chamada madre-pérola, envolvendo-o. Quanto mais tempo a ostra fica fechada, maior vai ficando a pérola que se formou do encontro da ostra com o grão de areia. Se a ostra não se abrisse e fechasse para respirar, não receberia o invasor, e a pérola jamais existiria.
A prática do nome
Na nossa tradição, o Zen-Budismo, quando recebemos a ordenação monástica é como se estivéssemos nascendo para uma nova vida, a vida do Dharma. Não que isso signifique que devemos abandonar nossa vida cotidiana, nossos afazeres, nosso trabalho, nossos entes queridos, nada disso. Mas fazemos votos de incorporar o Dharma às nossas vidas, seguindo o caminho que o Buda nos ensinou como uma forma de aliviar o nosso sofrimento e o dos seres à nossa volta.
Simbolicamente, como estamos nascendo para uma nova vida, totalmente dedicada ao Dharma, nosso Mestre nos dá um novo nome. Esse nome é na verdade um koan que vamos carregar conosco para o resto da vida. Um koan, no meu humilde entendimento, é uma espécie de enigma sem solução aparente, sob a forma de uma frase, um poema, uma pequena história, ou mesmo de uma pergunta sem resposta. Não é para ser entendido com a mente. Para compreender um koan é preciso praticá-lo. E o mesmo se dá com o nosso nome. É um precioso presente de nosso Mestre para nos auxiliar na prática. Através desse nome, o Mestre nos incentiva a desenvolver qualidades que ele identifica em nós, mas que nem suspeitávamos ter.
Quando fui ordenada, meu Mestre, Tokuda Roshi, me deu o nome Gyokuhô Seiin, que quer dizer "Pérola Preciosa do Puro Yin".
Ele explicou de maneira muito poética e emocionante que existe uma lenda no Japão que diz que quando uma pessoa tem uma bela voz é como se tivesse uma pérola preciosa na garganta e que quando a pessoa canta essa pérola gira emitindo um som que é como o puro Yin, o princípio feminino da natureza.
Como cantora, não poderia ter ficado mais feliz! Foi como se eu estivesse recebendo uma confirmação e ao mesmo tempo, uma missão: Usar minha voz para compartilhar o Dharma, cantando, falando e mesmo escrevendo aqui neste singelo espaço.
Agradeço a vocês pela oportunidade de praticar!
Agradeço a vocês pela oportunidade de praticar!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Bonjour Vietnam
(Pham Quynh Anh)
Raconte-moi ce nom étrange et difficile à prononcer
Que je porte depuis que je suis née
Raconte-moi le vieil empire et le trait de mes yeux bridés
Qui disent mieux que moi ce que tu n'oses dire
Je ne sais de toi que des images de la guerre
Un film de Coppola, des hélicoptères en colère
Un jour, j'irai là-bas
Un jour, dire bonjour à ton âme
Un jour, j'irai là-bas
Te dire bonjour, Vietnam
Raconte-moi ma couleur, mes cheveux et mes petits pieds
Qui me portent depuis que je suis née
Raconte-moi ta maison, ta rue, raconte-moi cet inconnu
Les marchés flottants et les sampans de bois
Je ne connais de mon pays que des photos de la guerre
Un film de Coppola, des hélicoptères en colère
Un jour, j'irai là-bas
Un jour, dire bonjour à mon âme
Un jour, j'irai là-bas
Te dire bonjour, Vietnam
Les temples et les Bouddhas de pierre pour mes pères
Les femmes courbées dans les rizières pour mes mères
Dans la prière, dans la lumière, revoir mes frères
Toucher mon arbre, mes racines, ma terre
Un jour, j'irai là-bas
Un jour, dire bonjour à mon âme
Un jour, j'irai là-bas
Te dire bonjour, Vietnam
Te dire bonjour, Vietnam
Para que possamos dizer sorrindo, "Bom dia, Vietnam!", visite http://helpbatnha.org/
Raconte-moi ce nom étrange et difficile à prononcer
Que je porte depuis que je suis née
Raconte-moi le vieil empire et le trait de mes yeux bridés
Qui disent mieux que moi ce que tu n'oses dire
Je ne sais de toi que des images de la guerre
Un film de Coppola, des hélicoptères en colère
Un jour, j'irai là-bas
Un jour, dire bonjour à ton âme
Un jour, j'irai là-bas
Te dire bonjour, Vietnam
Raconte-moi ma couleur, mes cheveux et mes petits pieds
Qui me portent depuis que je suis née
Raconte-moi ta maison, ta rue, raconte-moi cet inconnu
Les marchés flottants et les sampans de bois
Je ne connais de mon pays que des photos de la guerre
Un film de Coppola, des hélicoptères en colère
Un jour, j'irai là-bas
Un jour, dire bonjour à mon âme
Un jour, j'irai là-bas
Te dire bonjour, Vietnam
Les temples et les Bouddhas de pierre pour mes pères
Les femmes courbées dans les rizières pour mes mères
Dans la prière, dans la lumière, revoir mes frères
Toucher mon arbre, mes racines, ma terre
Un jour, j'irai là-bas
Un jour, dire bonjour à mon âme
Un jour, j'irai là-bas
Te dire bonjour, Vietnam
Te dire bonjour, Vietnam
Para que possamos dizer sorrindo, "Bom dia, Vietnam!", visite http://helpbatnha.org/
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