Todo dia é um bom dia para ser feliz!
Que todas as crianças sejam felizes todos os dias!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Para Marcia, com carinho.
Pacto com a Lua
(Poema em três atos)
Hoje encontrei com a Lua no horizonte.
Ela estava radiante em seu vestido branco rodado, tecido com os raios dourados da luz do Sol.
Fizemos um pacto.
Ficarei acordada esperando ela vir me visitar daqui a pouco.
De minha janela quero acompanhar seu calmo e silencioso mergulho na escuridão luminosa das montanhas.
Farei isso todas as noites até que eu possa ver seu sorriso branco flutuando no céu.
Depois de desaparecer completamente pelo tempo de um suspiro, ela voltará invisível.
Vestida com o manto azul profundo do infinito...
Seu nome então será Nova.
Acordei às três e a Lua estava lá.
Cumprindo nosso trato ela veio me visitar.
Mas como ainda estava bem acima das montanhas,
Me disse pra dormir mais um pouco que quando estivesse partindo me chamaria.
E assim o fiz.
Ela me acordou antes das seis.
O céu já estava clareando e ela estava lá, agora já mais próxima das montanhas.
Acompanhei seu lento e tranquilo percurso,
Iluminado pelos primeiros raios do Sol.
Alguns pássaros vieram participar.
Entre eles, um tucano, majestoso em suas cores, passou rápido como uma seta que busca o alvo.
Para minha surpresa, ao invés de se despedir na escuridão luminosa da noite,
Ela preferiu ir ficando cada vez mais transparente até se dissolver na clara luz do dia.
E antes que eu a visse mergulhar por trás das montanhas,
Nuvens de Samantabadra surgiram dançando,
Formando uma cortina branca com seu balé esvoaçante.
Ao se levantarem ela já havia se recolhido elegantemente,
Como é próprio das grandes damas.
Agora ela está descansando, preparando-se para o próximo ato.
Enquanto isso o espetáculo continua.
Montanhas e nuvens dançam,
Pássaros voam no espaço,
O Sol ilumina o cenário...
E segue o baile.
Como havia prometido,
Ela mergulhou por detrás das montanhas vestida com os primeiros raios do dia que surgia.
Seu nome agora é Nova... sua forma, translúcida.
Vazia de tudo que é transitório,
Ela agora nos permite um vislumbre de sua verdadeira natureza...
Dai Komyô, o grande brilho... Corpo de luz, Sambogakaya.
Daqui não posso vê-la,
Pois ainda tenho olhos, ouvido, nariz, língua, corpo e mente.
Mas posso senti-la bem perto, quase dentro...
Seu brilho acende a chama do meu coração.
Sua luz completamente livre se reflete em minhas lágrimas de saudade...
A Lua numa gota de orvalho...
Lágrimas têm água e têm sal, assim como o oceano.
E de novo nos encontraremos no horizonte.
(Valeria Sattamini)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Alegria... Qualidade Incomensurável... Pratique!
Uma vida
(Dom Salvador e Abolição)
Uma vida, uma vida não é nada
se não tem nenhum amor.
Um sorriso não é um riso,
um sorriso não é preciso
se não tem amor!
Uma casa é tão fria
apenas, apenas uma moradia
sem amor.
Eu persigo o meu destino,
Meu futuro do inseguro,
levando sempre, sempre
a minha dor!
Não descanso, não, eu não desisto,
eu insisto! Eu insisto procurando o amor!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Vou andar onde o amor levar
vou descobrir a vida
vou construir meu lar
eu vou sair de mim
eu quero me encontrar
sei que vou ser feliz
meu dia chegará!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
Alegria! Alegria!
É manhã de um novo dia!
domingo, 5 de junho de 2011
Zensider
(Ademir Assunção / Edvaldo Santana)
Aprenda a costurar
As suas próprias roupas
Quando as flores
Forem poucas
Quando a brisa do inverno
Varrer sua casa
Aprenda a voar
Com as suas próprias asas
Em caso de cansaço
Sente-se
Como um tigre
Imóvel
Ao relento
Atento
Ao soprar do vento
Pode ser
Aconteça
Uma flor de lótus
Floresça
Na lama dos seus olhos
(Poema enviado por Aníbal Jipô)
Aprenda a costurar
As suas próprias roupas
Quando as flores
Forem poucas
Quando a brisa do inverno
Varrer sua casa

Aprenda a voar
Com as suas próprias asas
Em caso de cansaço
Sente-se
Como um tigre
Imóvel
Ao relento
Atento
Ao soprar do vento
Pode ser
Aconteça
Uma flor de lótus
Floresça
Na lama dos seus olhos
(Poema enviado por Aníbal Jipô)
sábado, 14 de maio de 2011
Liberdade e Vacuidade
Em todas as direções,
um só centro,
pleno de liberdade,
vazio de sofrimento.
(Gyokuho Sei-In)
"Que todos os seres possam encontrar a felicidade e sua causa.
Que todos os seres possam se liberar do sofrimento e de sua causa.
Que superem as limitações do carma.
Que atinjam lucidez incessante.
Que desenvolvam meios hábeis de beneficiar a todos.
E que isso seja sua fonte de energia e brilho."
(Prece Metabavana por Lama Padma Samten - fonte: Revista Bodisatva n.22, pag. 19)
um só centro,
pleno de liberdade,
vazio de sofrimento.
(Gyokuho Sei-In)
"Que todos os seres possam encontrar a felicidade e sua causa.Que todos os seres possam se liberar do sofrimento e de sua causa.
Que superem as limitações do carma.
Que atinjam lucidez incessante.
Que desenvolvam meios hábeis de beneficiar a todos.
E que isso seja sua fonte de energia e brilho."
(Prece Metabavana por Lama Padma Samten - fonte: Revista Bodisatva n.22, pag. 19)
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Love is...
(Padmasambava
e Yeshe Tsogyal)
Love
(John Lennon)Love is real, real is love
Love is feeling, feeling love
Love is wanting to be loved
Love is touch, touch is love
Love is reaching, reaching love
Love is asking to be loved
Love is you
You and me
Love is knowing
We can be
Love is free, free is love
Love is living, living love
Love is needing to be loved
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Aos Mestres, com carinho.
domingo, 8 de maio de 2011
Mãe é mar...
Mares, não maré, água e terra.Mãe é mar,
Mares, não maré, água e terra.
Mar, amar,
Pra saber da árvore com galhos pra quebrar
Em secas folhas ao chão,
Secos e duros gravetos,
Em lenha pro fogo,
Que cozinha esses anos todos
A grande panela do mundo.
Mas mar é mar,
Correndo tranquilo pela terra
Como o som das águas dizendo
Que mãe só não pode entrar nessa,
muito pelo contrário,
É sofrer e chorar como Maria,
Sorrir e cantar como Bahia
E o menino solto como o dia!
E aí...
Mãe pode ter e ser bebê
E até pode ser baby também!
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também
E até pode ser baby também...
(Sorrir e cantar como Bahia - Galvão / Moraes Moreira)
sexta-feira, 4 de março de 2011
Embaixo do seu pé!
"[...] Olha, sempre tem soluções. E essa solução não está longe. Está embaixo do seu pé. Olha onde você está. Por que você é assim? A resposta está toda em cima disto e a resposta é sempre maravilhosa. A força do zen budismo é transformar aquelas situações terríveis em uma coisa maravilhosa. Sempre tem isso. Só lembrar isso já é uma coisa. Aproveite essas situações terríveis." (Eikyu Ryotan Roshi, nosso querido Mestre Tokuda)segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Natural Perfeição...
... de todas as coisas!
(Foto: Valeria Sattamini - trilha para as Cachoeiras dos Dragões, Mosteiro de Eisho-Ji, Pirenópolis - GO)
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedratinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
(Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond)
sábado, 6 de novembro de 2010
Amor Zen, Amor de Principiante
Absolute BeginnersDavid Bowie
I've nothing much to offer
There's nothing much to take
I'm an absolute beginner
And I'm absolutely sane
As long as we're together
The rest can go to Hell
I absolutely love you
But we're absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same
If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true
Nothing much could happen
Nothing we can't shake
Oh we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed
If our love song
Could fly over mountains
Sail over heartaches
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true
As Três Jóias... versão brasileira!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Natureza de Buda

Se você pensa que é um Buda,
você está enganado.
Se você pensa que não é um Buda,
você também está enganado.
(Sei In)
você está enganado.
Se você pensa que não é um Buda,
você também está enganado.
(Sei In)
Lembro-me claramente de um teishô proferido por Mestre Tokuda no qual ele dizia que quando nos sentamos em zazen somos Buda. Fácil assim? - pensei eu na minha ignorância. Mas, para minha sorte e por sua imensa compaixão, Mestre Tokuda explicou, com aquele estilo direto e bem humorado típico dos mestres zen. Ele disse mais ou menos assim: "Se você imitar um ladrão, você vai fazer o que o ladrão faz, que é roubar. Então naquele momento você é um ladrão, mesmo que diga que não é. Do mesmo modo, quando você senta em zazen está imitando o Buda, fazendo o mesmo que o Buda faz. Então nesse momento você é o Buda!".
Essa fala de Mestre Tokuda me marcou muito, tornou-se uma espécie de koan para mim e toda vez que sento para meditar, ela me volta à mente. Sinto um misto de espanto e esperança nesta afirmação. Nossa cultura nos ensina que somos seres inferiores, pecadores desde o nascimento. É muito difícil para nós acreditar que temos a mesma natureza de todos os Budas e Bodisatvas! Mas os mestres têm esse dom de transmitir os ensinamentos de forma clara para que nossas mentes obscurecidas possam captar alguma coisa, mesmo que num nível muito sutil. Acho que foi isso que se deu comigo. Mesmo desconfiando um pouco daquela frase tão contundente, ela acabou sendo um grande motivador de minha prática.
Há algum tempo começamos a estudar no CEBB* "O Ornamento da Preciosa Liberação" de Gampopa, um grande mestre tibetano da linhagem Karma Kagyu, discípulo de Milarepa. No primeiro capítulo deste ensinamento, Gampopa nos fala sobre a natureza búdica de todos os seres sencientes como sendo o potencial para a iluminação. Ele utiliza como comparação três exemplos, "a prata que se encontra na pepita, o óleo na semente de mostarda, e a manteiga que se encontra no leite. Da pepita de prata podemos extrair prata; da semente de mostarda podemos produzir óleo; e do leite, podemos produzir manteiga. Do mesmo modo, seres sencientes podem se tornar budas".
Quando ouvimos estes ensinamentos, tanto na fala de Mestre Tokuda que é um mestre vivo contemporâneo, quanto na de Gampopa que viveu entre os séculos XI e XII, podemos perceber o caráter atemporal e extremamente pragmático do budismo.
Lama Padma Samtem, outro grande mestre vivo do budismo tibetano, que além de ser nosso contemporâneo é também nosso conterrâneo, demonstra esse caráter pragmático e simples do budismo quando nos fala sobre a perda do reconhecimento de nossa Natureza de Buda e como voltar a enxergá-la: "A doença é o não reconhecimento de nossa natureza. O sintoma é o sofrimento cíclico que toca a todos. O budismo pode ser apresentado como um remédio para tratar a perda do reconhecimento de nossa natureza ilimitada. O reconhecimento da natureza ilimitada produz a superação de todas as prisões e carmas, nada mais é necessário". Simples assim? Pois é, os mestres têm essa compaixão de tornar simples e até óbvio aquilo que temos tanta dificuldade de enxergar, mas que está bem diante do nosso nariz.
Mestre Eihei Dogen, fundador da linhagem Soto Zen no Japão, já no início de sua jornada rumo à liberação se perguntava: " Se todos os seres já nascem com a Natureza de Buda, por que então é preciso praticar?". Este era o seu koan e ele o realizou plenamente atingindo a completa iluminação e deixando instruções de prática que são seguidas até hoje.
Como podemos ver, todos os mestres das diferentes linhagens budistas mesmo nos deixando ensinamentos preciosos que brotam de sua profunda compaixão, nos incitam à prática diligente. É como praticar exercícios físicos. Podemos ler sobre o assunto, escutar palestras e até entender num nível intelectual que eles fazem bem à saúde e podem nos deixar com uma aparência mais harmônica, mas só vamos sentir os resultados se efetivamente praticarmos, realizando o potencial de saúde de nosso corpo.
Os ensinamentos devem ser praticados! Não para nos transformarmos em algo que não somos ou alcançar algum estado extraordinário com poderes sobrenaturais, mas apenas para tornarmos a manifestar plenamente aquilo que sempre fomos desde tempos sem princípio. Assim como o carvão precisa de condições específicas de temperatura e pressão para se manifestar como diamante, precisamos da prática dos ensinamentos para nos manifestarmos como budas. Quando sentamos em meditação e quando praticamos virtudes podemos ir pouco a pouco dissipando as nuvens que encobrem o sol brilhante de nossa verdadeira natureza.
Aquele abraço e boa prática!
*Centro de Estudos Budistas Bodisatva - Orientador: Lama Padma Samten.
Essa fala de Mestre Tokuda me marcou muito, tornou-se uma espécie de koan para mim e toda vez que sento para meditar, ela me volta à mente. Sinto um misto de espanto e esperança nesta afirmação. Nossa cultura nos ensina que somos seres inferiores, pecadores desde o nascimento. É muito difícil para nós acreditar que temos a mesma natureza de todos os Budas e Bodisatvas! Mas os mestres têm esse dom de transmitir os ensinamentos de forma clara para que nossas mentes obscurecidas possam captar alguma coisa, mesmo que num nível muito sutil. Acho que foi isso que se deu comigo. Mesmo desconfiando um pouco daquela frase tão contundente, ela acabou sendo um grande motivador de minha prática.
Há algum tempo começamos a estudar no CEBB* "O Ornamento da Preciosa Liberação" de Gampopa, um grande mestre tibetano da linhagem Karma Kagyu, discípulo de Milarepa. No primeiro capítulo deste ensinamento, Gampopa nos fala sobre a natureza búdica de todos os seres sencientes como sendo o potencial para a iluminação. Ele utiliza como comparação três exemplos, "a prata que se encontra na pepita, o óleo na semente de mostarda, e a manteiga que se encontra no leite. Da pepita de prata podemos extrair prata; da semente de mostarda podemos produzir óleo; e do leite, podemos produzir manteiga. Do mesmo modo, seres sencientes podem se tornar budas".
Quando ouvimos estes ensinamentos, tanto na fala de Mestre Tokuda que é um mestre vivo contemporâneo, quanto na de Gampopa que viveu entre os séculos XI e XII, podemos perceber o caráter atemporal e extremamente pragmático do budismo.
Lama Padma Samtem, outro grande mestre vivo do budismo tibetano, que além de ser nosso contemporâneo é também nosso conterrâneo, demonstra esse caráter pragmático e simples do budismo quando nos fala sobre a perda do reconhecimento de nossa Natureza de Buda e como voltar a enxergá-la: "A doença é o não reconhecimento de nossa natureza. O sintoma é o sofrimento cíclico que toca a todos. O budismo pode ser apresentado como um remédio para tratar a perda do reconhecimento de nossa natureza ilimitada. O reconhecimento da natureza ilimitada produz a superação de todas as prisões e carmas, nada mais é necessário". Simples assim? Pois é, os mestres têm essa compaixão de tornar simples e até óbvio aquilo que temos tanta dificuldade de enxergar, mas que está bem diante do nosso nariz.
Mestre Eihei Dogen, fundador da linhagem Soto Zen no Japão, já no início de sua jornada rumo à liberação se perguntava: " Se todos os seres já nascem com a Natureza de Buda, por que então é preciso praticar?". Este era o seu koan e ele o realizou plenamente atingindo a completa iluminação e deixando instruções de prática que são seguidas até hoje.
Como podemos ver, todos os mestres das diferentes linhagens budistas mesmo nos deixando ensinamentos preciosos que brotam de sua profunda compaixão, nos incitam à prática diligente. É como praticar exercícios físicos. Podemos ler sobre o assunto, escutar palestras e até entender num nível intelectual que eles fazem bem à saúde e podem nos deixar com uma aparência mais harmônica, mas só vamos sentir os resultados se efetivamente praticarmos, realizando o potencial de saúde de nosso corpo.
Os ensinamentos devem ser praticados! Não para nos transformarmos em algo que não somos ou alcançar algum estado extraordinário com poderes sobrenaturais, mas apenas para tornarmos a manifestar plenamente aquilo que sempre fomos desde tempos sem princípio. Assim como o carvão precisa de condições específicas de temperatura e pressão para se manifestar como diamante, precisamos da prática dos ensinamentos para nos manifestarmos como budas. Quando sentamos em meditação e quando praticamos virtudes podemos ir pouco a pouco dissipando as nuvens que encobrem o sol brilhante de nossa verdadeira natureza.
Aquele abraço e boa prática!
*Centro de Estudos Budistas Bodisatva - Orientador: Lama Padma Samten.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Amigo é coisa pra se guardar... Pra sempre...

Canção Da América
(Fernando Brant e Milton Nascimento)
Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Despedida...

E lá vai ele,
o Bodhisatva da Perfeição Melodiosa,
para a outra margem
da iluminação.
Salve!
Paulo Moura (1932-2010)
Despedida from Eduardo Escorel on Vimeo.
terça-feira, 13 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Poema de Dogen Zenji
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Vesak
Chamado Vesākha em Pali ou Vaiśākha em Sânscrito, o Vesak é um feriado anual observado tradicionalmente por budistas de várias tradições. Algumas vezes chamado informalmente de "aniversário de Buda", na verdade engloba o nascimento, iluminação e passamento (Parinirvana) do Buda Gautama.A data do Vesak varia de acordo com os vários calendários lunares usados em diferentes tradições. Nos países Theravada que seguem o calendário budista, cai no dia da lua cheia Uposatha (tipicamente o quinto ou sexto mês lunar). Na China o Vesak é comemorado no oitavo dia do quarto mês do calendário lunar Chinês. A data varia ano a ano no calendário gregoriano ocidental, mas cai geralmente em abril ou maio. Em 2010 a primeira lua cheia de maio é no dia 27, mais precisamente hoje.
Todas as tradições religiosas têm datas importantes, geralmente relativas aos grandes feitos das vidas de seres emblemáticos ligados a estas tradições, grandes mestres, profetas, messias. Algumas datas também têm relação com a cultura onde floresceu determinada tradição, por vezes ligadas aos ciclos da natureza e até mesmo aos ciclos agrícolas, determinantes para a vida das populações à época que estas tradições surgiram. Esses ciclos eram regidos pelas estações do ano e pelo movimento dos astros, mais especificamente Sol e Lua. Talvez isso explique a imprecisão de algumas datas, como por exemplo a da comemoração do Vesak, e sua correlação com as festas populares.

Para mim não importa muito em que data o Príncipe Sidartha nasceu, se iluminou ou morreu. Acredito que para muitos budistas também seja assim. O fato é que houve um ser, nascido na Índia há 2.600 anos, que se libertou completamente de todos os condicionamentos da existência humana, tornando-se Buda, o Desperto, naquela mesma vida, perto dos 33 anos e que, movido por compaixão, passou o resto de seus dias compartilhando com os demais seres a sabedoria que o levou a se libertar do sofrimento e despertar para sua própria natureza iluminada. Através da transmissão de seus ensinamentos, muitos de seus discípulos também se iluminaram e fizeram o voto de preservar o Dharma e transmiti-lo adiante, dando continuidade a uma longa linhagem de seres iluminados.
Com mais
de 80 anos, idade bastante avançada para a época, o Buda morreu, atingindo o Parinirvana, mas continua vivo até hoje manifestando-se incessantemente através das Três Jóias, Buda (que corresponde não exclusivamente a Sakyamuni, o Buda histórico de nossa era, mas à Natureza de Buda inerente a todos os fenômenos), Dharma (os ensinamentos deixados pelo Buda Sakyamuni e por todos os seres de sabedoria) e Sangha (a comunidade de praticantes budistas, em sentido estrito e, em sentido mais amplo, todos os seres senscientes, uma vez que todos buscam se libertar do sofrimento e realizar a felicidade)."Que todos os seres sejam felizes e se libertem do sofrimento.
Que todos os seres encontrem as causas da felicidade e se libertem das causas do sofrimento.
Que todos os seres superem todos os seus carmas e tenham plena lucidez da vacuidade de todos os fenômenos.
Que todos os seres possam beneficiar os demais seres, realizando assim a felicidade genuína." (Metabavana, Meditação do Amor Universal)
Que todos os seres encontrem as causas da felicidade e se libertem das causas do sofrimento.
Que todos os seres superem todos os seus carmas e tenham plena lucidez da vacuidade de todos os fenômenos.
Que todos os seres possam beneficiar os demais seres, realizando assim a felicidade genuína." (Metabavana, Meditação do Amor Universal)
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